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sábado, 23 de agosto de 2014

VOLTA DA ESTANHA 2014: MOVISTAR VENCE 1ª ETAPA



Neste sábado ocorreu a primeira etapa da Volta da Espanha 2014, um contra-relógio curto, com apenas 12,6 km percorridos em 14min e 13seg (com 53 km/h de média!!!) pela equipe Movistar de Nairo Quintana e Alejandro Valverde. Não podemos dizer que esta etapa teve importância significativa na classificação geral, onde as dez primeiras equipes estão separadas por apenas 25 segundos. Como ocorre em todas as grandes voltas, o título deverá ser decidida nas montanhas, culminando com a chegada em Santiago de Compostela, no dia 14 de setembro, após 21 etapas, em outro contra-relógio, porém, individual. 



A Volta da Espanha 2014 integra as três Grandes Voltas Ciclísticas por etapas do ciclismo mundial e junta, assim como o Tour de France e o Giro D'Itália, as maiores equipes e os melhores atletas de elite do esporte, que lutam pelo tão sonhado título que colocará seu nome na história ao lado de outros grandes campeões. Por ser a última competição de maior expressividade no ano e, em especial, por causa de quedas, lesões e desistências entre as estrelas ocorridas no Tour e Giro, podemos afirmar que temos um "pelotão de luxo" nesta edição da Vuelta, que percorrerá 3.239,9 km, com 3 contra-relógios, 5 etapas planas e 13 de alta e média montanha. Também será a última oportunidade para nomes como Froome, Contador, Valverde e Joaquim Rodriguez subirem ao pódio em uma grande volta, pelo menos este ano. Fora estes, temos ainda Nairo Quintana, que por sua vez, não precisa provar nada, pois já ganhou o Giro de 2014.

Contador na cerimônia de apresentação das equipes da Vuelta 2014

Alberto Contador foi uma das maiores surpresas da prova, pois está a se recuperar de uma cirurgia em função de uma violenta queda no Tour, onde era favorito. Não se pode dar crédito às suas modestas pretensões de ganhar uma etapa, alegando estar com sua periodização prejudicada e fora de forma pela cirurgia. Caso semelhante foi o de Froome, que teve uma lesão leve e entra como favorito, no comando da Sky. Já Purito, sofreu muito com quedas no Giro, não mostrou desempenho suficiente para o Tour e gera dúvidas quanto ao seu estado físico, após um longo período competindo em provas altamente desgastantes. O mesmo pode dizer-se de Valverde, que deu tudo de si no Tour e aproveita seu bom momento para lutar pela vitória, embora tenha ao seu lado como colega de equipe, Nairo Quintana, que é franco favorito ao título. O desempenho individual de cada um é que ditará quem a equipe irá apoiar.

Cadel Evans, que vem de uma temporada modesta está na esquadra da BMC, ao lado de Philippe Gilbert. Rigoberto Uran, outro colombiano que se destacou este ano, vestirá a camisa da OmegaPharma-Quick Step, ao lado de Tom Boonen e Tony Martin. Embora não favoritos ao título, muitas estrelas debutarão na prova, como é o caso de Fabian Cancellara, que está em franca preparação para o Mundial que virá na sequência, além de John Degenkolb, Peter Sagan, Daniele Bennati, Damiano Cunego e também teremos a participação de um brasileiro nesta edição de 2014. Murilo Fischer vestirá a camisa da frncesa FDJ, com a missão de ajudar a equipe a conquistar boas colocações e conquistar, pelo menos, uma etapa.

Amanhã, os ciclistas pedalarão mais de 174 km em uma etapa relativamente plana. Saiba tudo sobre essa prova clicando no link a seguir, que é o site oficial da competição: http://www.lavuelta.com/. Nós já temos nossas apostas. Faça as suas!

Equipe Rodociclo.



terça-feira, 19 de agosto de 2014

19 DE AGOSTO: DIA NACIONAL DO CICLISTA


Hoje é o Dia Nacional do Ciclista. Em meio a tantas dadas comemorativas do nosso calendário, para a maioria das pessoas, é mais um dia comum, assim como está sendo o meu e o seu. Mas claro, para nós, que gostamos de bike e convivemos com ela, seja por lazer, esporte, meio de transporte ou como trabalho, (no nosso caso, são todos estes motivos), é legal saber que tal data foi instituída oficialmente. 

No entanto, o que nos entristece é que o fato alusivo à criação da data não é algo que seja memorável ou digno de recordação. Nesta data, no ano de 2006, o estudante de Biologia Pedro Davison foi ´mais uma vítima do trânsito em uma das muitas e movimentadas vias do Distrito Federal, sendo que o seu atropelamento se deu em decorrência da conduta imprudente de um motorista que transgrediu os preceitos do Código de trânsito, atingindo o ciclista em uma área proibida para veículos automotores, fugindo logo após, sem prestar socorro. 


Com isso, foi criada uma lei que passou a vigorar no ano seguinte, tornando a data de 19 de agosto o Dia Nacional do Ciclista. Muitos não saberão o motivo e acreditamos que não deva ser um dia de tristeza, mas sim de perseverança, de positividade. 

Convenhamos, andar de bicicleta é algo tão simples, tão livre, tão legal! Algo que remete às nossas primeiras pedaladas, quando normalmente nosso pai, algum amigo ou familiar mais próximo nos passou as primeiras noções de equilíbrio e de como conduzir uma bicicleta. A bicicleta simboliza simplicidade, liberdade, esporte, abre portas para uma vida saudável física e mentalmente.


Pena que não seja a cultura da maioria das pessoas da nossa população, embora dificilmente você conheça alguém que, mesmo não andando hoje, não tenha algum dia dado uma volta em uma "magrela", como carinhosamente chamamos nossas bikes. Nem seja a cultura das pessoas que dirigem os rumos do nosso povo.


Mesmo assim, todos os dias, sendo ou não o Dia Nacional do Ciclista, uma multidão anônima percorre muitos quilômetros em ruas, avenidas e estradas pelo nosso país, não importando o destino ou a que se destine seu trajeto. Alguns têm hora e destino marcados, outros, apenas pedalam, sem hora, sem rumo, mas certamente, na direção de uma vida mais feliz. 

Só quem pedala entende!
Nossa homenagem ao Dia Nacional do Ciclista. 

Equipe Rodociclo
"Aqui a gente pedala de verdade!"

segunda-feira, 28 de julho de 2014

TOUR DE FRANCE 2014: NIBALI VENCE E ENTRA PARA A HISTÓRIA.


Neste domingo, Vincenzo Nibali entrou para a história do ciclismo mundial ao vencer o Tour de France, igualando-se a atletas como Eddy Merckx, Jacques Anquetil, Felice Gimondi, Bernard Hinault e Alberto Contador. Nibali é o sexto homem no mundo a vencer os três Grand Tours (Itália, França e Espanha). Sua vitória já era esperada e podemos dizer que foi merecida. 

Para muitos, a vitória de Nibali só foi possível graças ao abandono de Froome e Contador, ambos favoritos ao título, mas como sempre mencionamos, ciclismo é um pouco de sorte também e o italiano mostrou estar em ótima forma, respondendo aos ataques dos adversários e vencendo quatro etapas. E convenhamos, apenas completar um Tour de France já seria algo surpreendente para qualquer ciclista, imagine vencer uma edição. Foram 21 etapas de chuva, vento, adversidades e muitas subidas e dor, de modo que nem mesmo as ausências de Contador e Froome devem ser motivo para desmerecer a conquista do italiano, que de quebra, colocou 07' 37" no segundo colocado. 

Já a chegada em Paris, uma das mais prestigiadas etapas da prova, foi vencida por Marcel Kittel no sprint, a exemplo da final do Tour de 2013, na ocasião, também vencida pelo alemão da Giant Shimano. 


A ausência dos demais favoritos também foi a oportunidade de outros nomes promissores no esporte conseguirem destaque e mostrarem seu talento, como o jovem Thibaut Pinot, que junto com o também francês Jean-Christophe Péraud, segundo colocado, fecharam o pódio em Paris. Pinot também venceu a camisa branca (ciclista mais jovem). Peter Sagan ficou com a camisa verde, por pontos e Rafal Majka com a camisa de bolas vermelhas de Rei da Montanha. Como equipe, a AG2R levou a melhor, com o tempo de 270 horas, 27 min. e 02 seg. de tempo total. 

Agora, ainda resta a Volta da Espanha, que deve ocorrer na sequência, fechando assim o calendário das Grandes Voltas do ciclismo mundial. 

Parabéns a Vincenzo Nibali por sua conquista!

Equipe Rodociclo

sábado, 26 de julho de 2014

TOUR DE FRANCE 2014: TONY MARTIN MOSTRA SUPREMACIA E VENCE. NIBALI LEVA A MAILLOT JAUNE A PARIS.



Quando se fala de ciclismo, as certezas são muito improváveis, pois é um universo que depende de muito equilíbrio entre vários fatores, como oportunidade, técnica, talento, tecnologia, condições climáticas e mesmo sorte. Mas ninguém pode ser louco o bastante para duvidar, especialmente quando é Tony Martin que entra em cena e tratando-se de um contra-relógio, tipo de prova que nas últimas temporadas tem sido dominado pelo alemão com uma certa dose de supremacia, estando em um nível acima dos demais concorrentes. E como já prevíamos, ele foi o grande vencedor do dia, percorrendo os 54 km previstos em 01h 06' 21", com média acima dos 48 km/h!!!

Vincenzo Nibali fez uma ótima apresentação, e com o quarto lugar, só ampliou a vantagem sobre os demais competidores. Com os resultados de hoje, a única mudança significativa nos primeiros postos ficou por conta de Thibaut Pinot e Jean-Christophe Péraud, ambos franceses, que alternaram suas posições. Pinot caiu para a terceira colocação, que deverá ser definitiva amanhã após a chegada em Paris. A vantagem de Nibali, com quase 8 minutos para o segundo é incontestável e agora é só uma questão de horas para que o Italiano entre para o grupo seleto de ciclistas que possuem vitória nas três Grandes Voltas.



A etapa de ontem foi chuvosa e extensa, propícia a formação de fugas, culminando com a vitória de Ramunas Navardauskas, campeão lituano, que venceu uma etapa do Tour pela primeira vez na carreira. Peter Sagan viu o sonho da vitória se perder após se envolver em uma queda há três quilômetros da chegada. Amanhã será a última oportunidade para Sagan vencer neste Tour, sendo que será uma chegada dentro do seu perfil. Só precisará mais um pouco de sorte.



Já Alejandro Valverde termina o Tour fora do Top 3. Esteve até a 18ª etapa na vice-liderança da prova, perdeu muito tempo na passagem pelo Tourmalet e Hautacam e hoje acabou o dia em 28º lugar, bem atrás dos dois franceses que ficaram com o segundo e terceiro lugar na geral. Aliás, Péraud e Pinot fizeram um ótimo Tour, com destaque para Pinot, que tem apenas 24 anos e chega a Paris com a Camisa Branca de melhor ciclista jovem, sendo que vem evoluindo a cada ano (10º no Tour de 2012) e tem tudo para dar muitas alegrias e retomar o prestígio do ciclismo francês em grandes voltas internacionais. 

Bom final de semana e ótimo pedal aos nossos leitores!

Equipe Rodociclo. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

TOUR DE FRANCE 2014: NIBALI VENCE E ESTÁ MUITO PERTO DO TÍTULO.


Agora falta pouco. Vincenzo Nibali venceu a 18ª etapa do Tour de France 2014. Sua vantagem atual é de mais de sete minutos para os franceses Thibaut Pinot e Jean-Christophe Péraud, segundo e terceiro colocados respectivamente. Nibali acelerou nos últimos quilômetros do Hautacam, colocando mais de um minuto sobre o Pinot e Majka, que chegaram praticamente juntos. Com isso, a Camisa Amarela do Tour está praticamente garantida para o italiano, que já venceu o Giro D'Italia e a Volta da Espanha em outros anos, devendo incorporar mais esta importante vitória a sua coleção de títulos de grandes voltas. 


Valverde, como temíamos em nossa postagem de ontem a tarde, perdeu tempo e corre o risco de ficar fora do pódio em Paris, se bem que terá a oportunidade de virar o jogo no sábado, no contra-relógio, embora dificilmente recupere seu tempo em relação a Nibali. 



Nas demais camisas, Sagan tem vantagem de 155 pontos sobre Bryan Coquard e deve mesmo terminar a prova com a Camisa Verde. Com o Tour se despedindo hoje das montanhas, Rafal Majka deve ficar com a camisa de Rei da Montanha (Nibali é o segundo neste ranking e Joaquim Rodriguez o terceiro) e por fim, Thibaut Pinot, atualmente em segundo lugar, deve vestir a camisa de melhor ciclista jovem da prova (Camisa Branca).


Amanhã o Tour tem uma etapa longa e relativamente plana, com mais de 200 km. Será a última chance antes de Paris para Sagan Tentar uma vitória ou algum "fugitivo" lograr êxito e entrar para a história. Particularmente, pelo seu retrospecto, além do carisma e talento que vem demonstrando, mesmo sendo muito jovem, torcemos para que Sagan consiga. Já para o sábado, Tony Martin pode vir a ter um certo favoritismo, embora os 54 km do percurso não sejam muito planos. Nibali e Valverde são especialistas na modalidade (contra-relógio) e têm chance de fazer um bom tempo. Para o domingo, fica apenas o show da chegada, quando os ciclistas se apresentam para o público de Paris e os sprintistas terão a chance de brilhar de forma especial, pois é uma das mais glamourosas etapas do Tour. Neste dia, o ciclista que estiver com a camisa amarela estará só "passeando" e não precisará provar mais nada, pois já terá provado tudo que precisava nas montanhas!

Equipe Rodociclo. 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tour de France 2014: Rafal Majka se torna o Rei da Monntanha, Nibali amplia vantagem.


Se a Tinkoff-Saxo está sem Alberto Contador, a ausência do líder da equipe abriu espaços para que outras estrelas que deveriam apoiá-lo neste Tour de France mostrassem seu potencial. Foi o caso de Michael Rogers ontem e Rafal Majka hoje. Este último, conquistou sua segunda vitória na prova hoje(a primeira na 14ª etapa), e de quebra levou a camisa de líder, que até então era vestida por Joaquim Rodriguez. A etapa de hoje também foi a oportunidade que Vincenzo Nibali, terceiro colocado a 46 segundos do vencedor aumentasse a vantagem. Valverde agora está há mais de cinco minutos do Camisa Amarela, e terá amanhã a última chance de tentar, nas montanhas, tirar essa diferença. Isto será pouco provável, já que hoje ele ficou para trás e perdeu tempo na etapa. 





Nesta quinta, os ciclistas enfrentam o famoso Tourmalet e a etapa tem chegada no Hautacam, passando em trechos que superam os dois mil metros de altitude e terá mais de 145 km de extensão. Será a Etapa Rainha do Tour, ou seja, a de mais prestígio, portanto, uma das mais disputadas pelos escaladores e a última chance para quem desejar tirar tempo dos favoritos, ou melhor, do favorito Nibali, que está muito próximo da vitória, com 05:26 de vantagem sobre Valverde. Muito perto, com apenas 34 segundos na terceira colocação, segue Thibaut Pinot, que deverá tentar, pelo menos, o vice-campeonato.



No entanto, ainda resta o contra-relógio de sábado, já que a etapa de sexta, com seus 208,5 km, favorável à formação de fugas ou chegadas no sprint, motivo pela qual não deverá mudar a classificação geral. No sábado, um contra-relógio de 54 km é a chance de alguma mudança na classificação. Valverde, atual campeão espanhol na modalidade, pode tentar baixar o tempo para Nibali, se bem que, se mantida a atual diferença entre ambos, dificilmente conseguirá colocar cinco minutos sobre o líder. Assim, concluimos que, quem sair amanhã com a camisa amarela, provavelmente, chegará em Paris com ela. Mas ainda restam algumas emoções e apostas. Vamos aguardar para ver. 

Bom Tour aos leitores que puderem acompanhar, já que com a chuva que cai, pedalar está difícil. 

Equipe Rodociclo

terça-feira, 22 de julho de 2014

TOUR DE FRANCE 2014: NIBALI SEGUE NA LIDERANÇA. MICHAEL ROGERS VENCE APÓS FUGA.


O Tour de France sempre tem dois lados. Se de um lado, temos os ciclistas que lutam fria e metodicamente pelos segundos que podem determinar a vitória na competição, do outro lado temos aqueles que estão longe do título, mas ainda assim, dão tudo por vitórias em etapas ou por objetivos secundários, dando ao ciclismo mais beleza e notoriedade até maior que aquela dos grandes campeões, com suas conquistas muito bem planejadas. 



E temos visto isso no Tour. Este ano, especialmente, temos presenciado muitas quedas e abandonos, como agora é o recente caso de Rui Costa, que abandona por pneumonia. Ele era um dos grandes nomes, estava em 13ª na geral e planejava terminar a prova entre os top 10. Nibali, por sua vez, teve seu caminho facilitado pelos tropeços e percalços dos adversários e com uma vantagem de quatro minutos sobre Valverde, dificilmente deixará o título escorrer de suas mãos. 


Hoje, acreditando e dando tudo de si, Michael Rogers, que faz boa temporada após cumprir suspensão por dopping, venceu após uma fuga que chegou a ter doze minutos de vantagem sobre o pelotão do Camisa Amarela. No final, Rogers, que atacou nos três quilômetros finais, passou a linha de chegada sozinho, seguido de perto, há apenas nove segundos, por ninguém menos que Thomas Voeckler, grande ciclista francês que fez seu nome no Tour após conquistar muitas vitórias em etapas e por vestir a camisa amarela graças às fugas que empreendia e quase sempre lograva êxito. E hoje, quase se repetiu.


Ontem os ciclistas descansaram, após a vitória de Alexander Kristof, no último domingo, segunda dele neste Tour, que como previmos na véspera, foi decidida no Sprint. Hoje, a etapa foi mais dura, passou por algumas montanhas, entre elas, o Port de Balès, com 1.755 metros de altitude. Mas devido à longa extensão da etapa, com 237,5 km, que demandaram mais de seis horas de pedal e ao fato da chegada não ser em alta montanha, o trajeto foi favorável para a formação de uma fuga. 


Amanhã, o pelotão pedala "apenas" 124,5 km, mas com chegada em subida e passando por três montanhas, que embora não ultrapassem muito os 1.600 metros de altitude, tornam o trajeto muito duro e técnico. Alejandro Valverde fez o reconhecimento do trajeto, que ficou gravado em vídeo, falando sobre o que espera da etapa e deixando registradas algumas imagens singulares. 

sábado, 19 de julho de 2014

Tour de France 2014: Nas altas montanhas, Nibali volta a vencer e parece não ter adversários a sua altura.



Hoje o Tour de France chegou ao seu ponto mais alto. No dia que chegou a 2.360 de altura, escalando o Col d'Izoard, o pelotão mais uma vez sofreu na alta montanha, onde as equipes que perderam seus principais atletas, como a Ski e Thinkof-Saxo, tiveram que "se virar" com os demais atletas do elenco. A Sky, aliás, não tem mais nenhum atleta entre os dez primeiros. Richie Porte (Sky) sofreu muito na etapa de ontem, vencida com supremacia pelo italiano Vincenzo Nibali e não aparece mais entre os primeiros. Quem brilhou nos dois dias foi o Polonês Rafal Majka, que ontem foi segundo colocado e hoje venceu. Curiosamente, ele, que ficou em 6º no Giro D' foi chamado às pressas para ocupar o lugar de Roman Kreuziger, que não teve seu passaporte biológico aprovado. 



Alejandro Valverde se mantém em segundo lugar, embora venha perdendo tempo para Nibali nos trechos mais decisivos, onde não tem acompanhado o ritmo do Camisa Amarela. A vitória de ontem e o bom desempenho de hoje, com o segundo lugar, mostram o italiano como franco favorito ao título. Se tudo permanecer como está e nenhum imprevisto ocorrer, Nibali tem tudo para colocar esta, que talvez seja a maior conquista de sua carreira, entre as demais vitórias da sua carreira, como foi o caso do Giro D'Italia do ano passado. 




Joaquim Rodriguez segue atacando nas montanhas, vestindo a camisa de líder da montanha, demonstrando que está voltando à forma. Deve incomodar muito os adversários na Vuelta! As etapas anteriores não foram decisivas na classificação, mas deram chance a ciclistas como Tony Gallopin, que depois da camisa amarela venceu mais uma e para o norueguês Alexander Kristoff, que venceu a 12ª etapa deixando Sagan mais uma vez em segundo lugar. Sagan este ano ainda não encontrou o caminho da vitória, como em anos anteriores, mas mostra-se muito regular, veste a camisa verde e demonstra o talento de um grande ciclista, que por ser jovem, deve dar muitas alegrias aos seus fãs. 




Amanha o Tour percorre longos 222 km, relativamente planos, que não devem modificar a classificação geral e teremos novamente chegadas compactas e velozes, a menos que se componha alguma fuga. 

Amanhã teremos um dia propício para o pedal! Bom pedal e bom final de semana aos nossos leitores!

Equipe Rodociclo. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

TOUR DE FRANCE 2014: NIBALI CHEGA AO PRIMEIRO DIA DE DESCANSO VESTINDO A CAMISA AMARELA.


Hoje é "Rest Day", ou dia de descanso. Após 10 longas etapas, este é o primeiro dia de descanso do Tour. O próximo será após a 15ª etapa. O Tour enfim chegou às montanhas. E ontem mais um favorito deixou a prova após uma queda. Alberto Contador até tentou prosseguir, mas não deu. A queda resultou em uma lesão no joelho e fratura na tíbia que causaram o seu abandono, deixando agora os caminhos mais fáceis para Nibali, que deu uma boa demonstração de força, atacando no final da última montanha para neutralizar a fuga de Joaquim “Purito” Rodriguez, vencer a etapa e de quebra, retomar a Camisa Amarela, que por um dia apenas, ficou nas mãos de Gallopin. Este, por sinal, não foi capaz de acompanhar o ritmo dos escaladores durante a 10ª etapa e foi apenas vendo a diferença de tempo entre seu grupo e o de Nibali Crescer.



A passagem da "maillot jaune" pelas mãos do francês foi rápida, resultado de uma fuga na 9ª etapa, realizada no dia anterior e que foi vencida pelo atual campeão mundial de Contra-Relógio Tony Martin. O francês se beneficiou desta fuga, mas a mudança na classificação geral foi transitória, já que seu perfil não era favorável a manter a camisa de líder, acompanhando os demais favoritos. Mesmo assim, foi um dia de glória para a França, que teve um ciclista do seu país largando com a camisa de líder no Dia da Bastilha, importante data comemorativa francesa.



Lamentamos que Alberto Contador, assim como Froome, tenha abandonado o Tour. Espera-se que eles voltem a se confrontar na Volta da Espanha, próxima grande prova do calendário e última chance do ano de um ciclista conseguir uma vitória em grandes voltas. Na 8ª etapa, vencida por Blel Kadri, quando o Tour começou a chegar às montanhas, sob uma chuva que tornava tudo mais difícil, Nibali e Contador mediram forças, tendo ainda muito perto Richie Porte e Alejandro Valverde. Neste dia, Contador levou vantagem sobre Nibali, chegando em 2º na etapa, com três segundos de vantagem. Uma vantagem pequena, mas que de certa forma foi um forte golpe moral no italiano.



A saída de Contador também é um assunto que vem gerando polêmica, pois não existem imagens de como foi sua queda e nem o que a teria causado. Nibali declarou que o espanhol por pouco não o levou junto, pois estavam em uma descida, com velocidade beirando os 60 km/h, motivo pelo qual o espanhol, mesmo tentando recuperar-se, voltou à prova mas não conseguiu prosseguir. As imagens mostram a bicicleta de Contador quebrada em dois pontos e, inclusive, alguns sites abrem um precedente para a possibilidade da quebra da mesma ser a causa da queda (inicialmente, acredita-se no contrário, ou seja, que a bicicleta quebrou em função da queda).



Os exames feitos após o acidente indicaram a fratura, que apesar de não ser considerada grave, exigirá uma intervenção cirúrgica. Após a queda, Nibali e Richie Porte (novo líder da Sky), chegaram a reduzir o ritmo do pelotão (atitude bastante ética da parte de ambos), mas como havia uma fuga em andamento, não foi possível esperar muito. Em seu twitter, Froome declarou que espera o pronto restabelecimento de Contador e o aguarda para a Vuelta, o que gera grande expectativa para o nível técnico desta prova, que será a próxima do calendário. Foi um duro golpe para a carreira de Contador, que tinha como certa sua vitória nesta 101ª edição da tradicional prova. 

 
 

Este Tour de France tem sido marcado por quedas e muita polêmica. Na sexta etapa, vencida pelo alemão André Greipel, muita chuva e quedas marcaram os 194 km entre Arras e Reims. A sétima etapa também teve a chegada polêmica, quando Peter Sagan(Esl) e Matteo Trentin (Ita) disputaram uma chegada que só pode ser confirmada após o Photo Finish, em mais um dia marcado por quedas. O italiano levou a melhor por muito pouco, uma diferença imperceptível aos olhos humanos. No entanto, Sagan vem se mostrando muito regular nas etapas com chegada massiva no sprint. Sagan segue com a camisa verde, que também vestiu o ano passado, liderando por pontos, enquanto Joaquim Rodriguez, com o desempenho de ontem, mesmo chegando em 9º, veste a camisa com bolas vermelhas (rei da montanha). 



Analisando o perfil da prova e, caso não ocorra mais nenhuma "surpresa" com os competidores, o título tem tudo para ir para as mãos de Nibali. Seus maiores adversários e francos favoritos Froome e Contador estão fora da prova. Richie Porte e Alejandro Valverde são os próximos na geral. Porte deveria ser o principal apoiador de Froome, mas agora ocupa seu lugar como líder da Sky e Valverde, embora esteja em ótima forma e venha de uma boa temporada, ainda terá que mostrar-se mais efetivo para conseguir acompanhar o italiano. No final da etapa realizada ontem, era visível o esforço de Porte para reduzir a diferença entre seu grupo e Nibali, que atacou e abriu vantagem. Valverde se mantinha na roda dos demais demonstrando grande esforço nos trechos de inclinação que chegavam a 20%.



"Purito" tem tudo para vestir a camisa de bolas vermelhas, pois declarou não estar com intento de conquistar o título da prova e, para isso, deverá seguir atacando nas montanhas, coisa que já prevíamos. Já hoje, soubemos que Cancellara foi outro nome a deixar o Tour, como em outros anos, anunciando que se focará no mundial, que acontece nos próximos meses, onde sempre entra como um dos candidatos ao título. Este ano, o suíço não conquistou nenhuma etapa e nem vestiu a camisa de líder, como em edições anteriores, mas nos paralelepípedos fez quinto e na 9ª etapa foi segundo colocado. Ele seria um dos candidatos a vencer a penúltima etapa de contra-relógio, onde Toni Martin se mostra como franco favorito.



Vamos aguardar as próximas etapas, onde encontraremos resposta para mais algumas perguntas e, mesmo que algumas camisas pareçam já ter dono, ainda resta muito chão e muitas montanhas pela frente. Nibali sabe que agora será alvo forte de marcação, porém, o italiano que venceu o Giro o ano passado, vestindo-se de rosa, tem tudo para terminar a temporada vestindo amarelo. O amarelo do Tour!

Confira a classificação da última etapa disputada e da geral:

OS CINCO PRIMEIROS DA 10ª ETAPA
1 – Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 04:27:26
2 – Thibaut Pinot (Fra) FDJ.fr 00:00:15
3 – Alejandro Valverde (Esp) Movistar 00:00:20
4 – Jean-Christophe Péraud (Fra) AG2R La Mondiale m.t.
5 – Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale 0:00:22 m.t.

OS DEZ PRIMEIROS DA CLASSIFICAÇÃO GERAL
1 – Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 42:33:38
2 – Richie Porte (Aus) Team Sky 00:02:23
3 – Alejandro Valverde (Esp) Movistar 00:02:47
4 – Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale 00:03:01
5 – Thibaut Pinot (Fra) FDJ.fr 00:03:47
6 – Tejay Van Garderen (EUA) BMC 00:03:56
7 – Jean-Christophe Péraud (Fra) AG2R La Mondiale 0:03:57
8 – Rui Alberto Costa (Por) Lampre – Merida 00:03:58
9 – Bauke Mollema (Hol) Belkin Pro Cycling 00:04:08
10 – Jurgen Van Den Broeck (Bel) Lotto-Belisol 00:04:18

Equipe Rodociclo

quarta-feira, 9 de julho de 2014

TOUR DE FRANCE 2014: NOS PAVÉS FRANCESES BRILHA A ESTRELA DE BOOM E FROOME DÁ ADEUS AO SONHO DO BICAMPEONATO.


Começamos a falar do Tour de France 2014 no sábado passado, quando falamos um pouco de alguns nomes favoritos a brilhar este ano. Também falamos sobre o grande confronto entre Froome e Contador, que deveria dividir opiniões e a torcida. Comentamos o favoritismo de Cavendish e outros nomes fortes do pelotão, que apostaram todas as fichas na maior prova de ciclismo do mundo. 


Mas a maior também é uma das mais difíceis, e nela, apenas completar já seria algo espetacular para qualquer mortal. No entanto, estamos falando de andar entre melhores e do sonho único de vencer. Nele, só há lugar para um ciclista. E se estamos falando de prováveis vencedores, diante de um improvável contexto que envolve natureza, vontade humana, preparo físico e psicológico e mesmo superação pessoal com uma boa dose de sorte, é quase impossível afirmar quem será, de fato o campeão de uma prova tão dura e com tantas adversidades.



Passadas cinco etapas, alguns eventos mudaram a vida de vários atletas deste Tour. Eventos que fogem a qualquer estatística ou previsão. Em meio a este turbulento céu de muitas estrelas, também veio a chuva e o piso molhado dos "pavé's" franceses, onde não só o melhor ciclista, o mais técnico, ou o que teve a melhor equipe logrou êxito. Foi preciso ter sorte e claro, estar preparado para abraçar a oportunidade.



No primeiro dia, a sorte esteve ao lado de Marcel Kittel, sprinter da Giant Shimano, que até hoje faturou três das cinco primeiras etapas. Neste dia, o mais que favorito Mark Cavendish sonhava com a vitória na cidade natal de sua mãe, mas não deu. Um erro (não foi falta de sorte) ao buscar posicionamento fez com que o britânico causasse uma queda polêmica. Erro que ele mesmo admitiu, ao desculpar-se com Simon Gerrans, que também foi ao chão graças ao seu ímpeto. Cavendish deslocou a clavícula e não alinhou para a segunda etapa, que seria a oportunidade para Vincenzo Nibali, atual Camisa Amarela, mostrar sua força. Nibali figura entre os nomes que não apenas sonham, mas têm reais condições de ir em busca do título. A vitória do campeão italiano veio após intensa luta que durou nada menos que 211 km. Peter Sagan até lutou para vencer a etapa, mas o ritmo forte imposto no trecho final favoreceu o italiano.



O terceiro dia foi mais uma etapa onde a velocidade predominou na chegada e sem a presença de Cavendish, Kittel faturou mais uma, com Sagan, que manteve a camisa verde (pontos) mais uma vez em segundo, a exemplo da primeira etapa. Kittel ainda venceria a quarta etapa, a primeira em solo francês, tendo Sagan mais uma vez muito perto. Neste dia foi anunciada a desistência de Andy Schleck e Froome sofreu uma queda, aparentemente sem gravidade.



Para hoje, a previsão se confirmou. Vento, frio e chuva tornaram ainda mais severas as condições dos ciclistas sobre os paralelepípedos franceses. E como se previa, foi uma etapa que mudou os rumos da competição e a trajetória de muitas estrelas. Lars Boom foi o melhor colocado no dia, pois soube aproveitar as condições para obter vantagem. Outro grande "vencedor" foi Nibali, que segue com a camisa de líder e graças ao terceiro lugar, aumentou sua vantagem sobre os demais favoritos, especialmente Contador (que perdeu tempo e está fora dos top 10), em um dia que lembrou as clássicas, como a Paris Roubaix.




E neste cenário de piso escorregadio e muitas quedas é que Chris Froome abandonou a prova após a segunda queda. O motivo seria uma lesão no pulso. O abandono do atleta pode ser visto como lastimável, uma vez que o desempenho da Sky, que nos últimos anos tem dominado o Tour era muito aguardado. Com Froome fora, fica a expectativa de quem será o ciclista que vestirá a camisa amarela em Paris. Nibali tem tudo para isso, pois no ano passado foi campeão do Giro D'Itália, outra grande e igualmente dura volta ciclística. No entanto, o desenrolar das próximas etapas deve revelar novas surpresas, mas esperamos que os ciclistas tenham a chance de mostrar sua bravura e seu talento, já que as circunstâncias não têm ajudado muito.

Equipe Rodociclo