Ciclistas da Massa Crítica sofrem com a violência no trânsito em Porto Alegre.


Na última sexta-feira, a violência no trânsito se fez mais uma vez presente nas ruas da nossa Capital. Um motorista acabou atingindo um grupo de ciclistas que participava da Massa Crítica, um movimento que busca uma maior visibilidade da bicicleta como meio de transporte e socialização, buscando a inclusão social da mesma e pregando o respeito ao ciclista.

O fato acabou tendo forte repercussão nos meios de comunicação, além da imprensa regional, nacional, e vem sendo destaque em agências de notícias internacionais. Maiores detalhes, fotos e informações sobre o ocorrido podem ser obtidos no Blog da Massa Crítica e na própria internet, onde o assunto tem sido amplamente debatido e vem ganhando repercussão internacional.

As cenas, que estão sendo divulgadas na internet e imprensa são muito tristes. Nós, da Rodociclo, nos solidarizamos com as vítimas e lamentamos que a bicicleta só venha a ganhar espaço na mídia depois de um ocorrido lamentável como este, uma vez que entendemos que o uso da mesma deveria ser amplamente divulgado e incentivado, considerando os benefícios que trás para o indivíduo, para a sociedade e para o meio ambiente, sendo também um meio de transporte eficiente e barato.

Nossa postura é defender e incentivar sempre o uso da bicicleta, coexistindo de forma harmoniosa com o trânsito de uma forma geral, uma vez que esta, como meio de transporte e locomoção, está fortemente inserida no mesmo. Lamentamos que muitos motoristas acabem esquecendo que sobre a bicicleta está um ser humano, um indivíduo que como o condutor do veículo, goza de direitos e deveres para com o trânsito, sendo que o uso da via é um direito de todos, motoristas, ciclistas e pedestres, respeitados o espaço e os direitos de todos.

Esta convivência deve harmoniosa e sempre regida por bom senso e consciência dos deveres e obrigações dos maiores com relação aos menores e mais frágeis. E nesta relação, que deve ser mútua, cabe ao motorista zelar pelo ciclista, assim como este deve zelar pelo pedestre e todos devem zelar pelo trânsito e pela vida, como um todo.

Esperamos que situações como estas sirvam de exemplo (embora seja um triste exemplo), para que cada um repense seus valores e o que pode ser feito para com o trânsito e também no próprio sentido do valor da sua vida e do próximo, assim como para nossos governantes, no sentido de dar mais atenção a essa demanda silenciosa, que é a massa de ciclistas anônimos que todos os dias cortam as ruas e avenidas das nossas cidades em busca de seus destinos.

Acreditamos que com pequenos gestos e alguma paciência, todos podemos colaborar com o trânsito, que pode e deve dar espaço a todos os indivíduos de todas as classes, independente do meio de transporte que usam, lembrando que não queremos desmerecer a importância do carro como meio de transporte, mas sim, pregar seu uso consciente, bem como o uso da bicicleta e seus inúmeros benefícios individuais e coletivos.

Esperamos que em um futuro próximo, a nossa sociedade se dê conta da real necessidade de transformar e renovar velhos hábitos e valores, um ambiente no qual a bicicleta, como meio de transporte, lazer e socialização, tem um papel preponderante. Lembramos que não está no carro em si o problema ou na bicicleta a solução, pois estes são alternativas e atrás de cada um deles está a mão do homem e a sua (também nossa) consciência.

Equipe Rodociclo

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