Não faz sentido... Por preços mais justos.

Circula na internet um manifesto, com o título "Preço Justo", veiculado por Felipe Neto, um dos nomes mais conhecidos atualmente na internet por suas críticas a da moda e assuntos polêmicos. Entre os temas abordados por Felipe, estão os preços de muitos produtos importados comercializados no Brasil (podemos incluir os nacionais também) a preços exorbitantes, grande parte, em função da elevada carga tributária.

O vídeo que você vai ver abaixo tem um enfoque em produtos eletro-eletrônicos, DVD's, filmes, que são os produtos mais buscados pela maior parte da população. Nós, de forma específica, estamos apoiando esse manifesto em função da elevada carga tributária que incide sobre nosso ramo de atividade: a bicicleta, suas peças e acessórios.

Muito tem-se falado atualmente sobre mobilidade, meios de transporte alternativos e menos poluentes, além da falta de estrutura das grandes cidades para comportar o elevado fluxo de veículos. Não obstante, a medicina enfatiza as consequências do sedentarismo que cada vez mais está presente na vida de grande parte da nossa população. Entre outros, não seriam esses dois motivos interessantes para o estímulo do uso da bicicleta como meio de locomoção, socialização e prática esportiva?

Muitas pessoas olham o ciclismo como um esporte "elitista", basicamente, porque na nossa realidade econômica, diante da cultura que secularmente nos é imposta, pagar R$ 1.000,00 por uma bicicleta é uma exorbitância. Mas as bikes comercializadas a preços populares sabidamente pecam pela falta de qualidade e acabamento, não raras vezes comprometendo a segurança do usuário.

Mais uma vez o Velho Mundo é uma fonte de referência e exemplo, pois lá a bicicleta é tão popular quanto o carro, ou até mais. As pessoas têm a consciência do papel de cada coisa (bike x carro) e a população, massivamente, tem e usa a bicicleta. Mas isso, porque ela é um bem de consumo de qualidade e acessível.

Mas certamente, se a nossa arrecadação de impostos fosse melhor direcionada (ou melhor, revertida) para o bem comum, certamente, teríamos um padrão de renda e qualidade de vida melhores e pagaríamos bem menos pelos produtos que adquirimos, sejam eles nacionais ou importados, mais ou menos como é nos Estados Unidos e Europa.

Hoje, no contexto de incentivar meios de transporte alternativos, a bicicleta tem um papel preponderante. Os motivos, são tantos, no entando, quase tudo que se comercializa no segmento trata-se de produtos importados, sobre os quais incide uma elevada taxa de impostos, seja pela importação ou posterior comercialização aqui dentro.

Imposto de importação, IPI, ICMS, IR, Pis, Cofins... e fora isso a elevada gama de impostos pagos em decorrência do transporte, encargos sociais sobre a folha de pagamento dos funcionários, fora os impostos que são pagos embutidos na energia elétrica, telefone e mesmo sobre os alimentos. Temos ainda as taxas e contribuições, que de percentual em percentual encarecem os nossos produtos e tornam cada vez mais distante do nosso consumidor os seus "sonhos de consumo", que na verdade, são assim chamados por serem extremamente caros, mas deveriam ser produtos ao alcance da maioria da população...

Uma crítica especial ao REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA a que as bicicletas, seus acessórios e componentes foram submetidos desde o final de 2009. Graças a esse regime, mesmo pagando o ICMS na forma simplificada, somos obrigados a recolher o diferencial de alíquota cada vez que compramos produtos de outros estados, que por sua vez, são quase todos importados. Quem é do ramo sabe do que estou falando.

Isso faz com que se crie um mercado paralelo e a falsa sensação de segurança que muitas pessoas têm, buscando mercadorias diretamente no exterior ou comprando em sites fora do Brasil. Quem arrisca ter um comércio legalizado no Brasil paga o preço dessa prática, que não ocorreria se tivéssemos uma carga tributária justa. O consumidor é quem mais perde, pois as mercadorias "importadas" ilegalmente correm o risco de apreensão ou perda, sem contar que nada substitui a garantia e o atendimento de quem tem uma loja física legalizada.

Mas como o custo é extremamente atraente, muitas pessoas acabam aderindo a essa prática, arriscada e ilegal, grande parte porque quem trabalha dentro da lei vive sufocado pelos impostos.

Este assunto renderia muita conversa, e uma postagem bem mais longa, poderia ser alvo de extensivos estudos, porém o que se pede é mais ética dos legisladores no momento de administrar as verbas do trabalho do nosso povo e mais consideração na hora de legislar sobre a norma tributária, que torna o Brasil um dos países com a maior carga tributária do planeta!

Aquilo que deveria ser nosso sonho de criança e um meio de acesso a lazer, transporte e prática esportiva dos adultos, como é o caso da bicicleta, torna-se assunto de gente grande, quando nos damos conta que como quase tudo, é tratada com descaso. Mais uma vez nos questionamos tanto, quando a solução parece ser tão óbvia.

Se você achou interessante este texto, pesquise a respeito e divulgue.


Esse assunto é de interesse de todos!!!

Veja abaixo o vídeo e acesse o manifesto CLICANDO AQUI:




Equipe Rodociclo

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