Reviravolta colombiana na classificação do Giro D'Itália 2014.


Após o final da 16ª etapa, o Giro D"Itália 2014 ganhou um novo líder. Ninguém duvidava do seu potencial, mas as condições eram complicadas. Falamos de Nairo Quintana, que começou o Giro com perspectivas um tanto pessimistas, mas deu a volta por cima. Sua equipe perdeu tempo no Contra-Relógio da abertura, em função da chuva e ele próprio sofreu em função de quedas e uma grupe, que impediram que ele mostrasse todo o seu potencial. 

Neste período, a Maglia Rosa esteve em boas mãos, foi vestida por Cadel Evans, atualmente em terceiro na geral e por outro colombiano, Rigoberto Uran Uran, que faz dobradinha na liderança com Quintana, ocupando atualmente o segundo lugar. Este, sem dúvida, é um momento de glória para o ciclismo colombiano, já que o ciclismo mundial tem sido dominado por atletas europeus e norte-americanos nos últimos anos. 



A liderança de Quintana foi obtida após ele mesmo vencer a etapa com ampla vantagem de tempo sobre o líder. Uma vitória polêmica, onde supostamente haveria ocorrido a "neutralização" da descida do Passo dello Stelvio, no momento que os ciclistas enfrentaram muita chuva e neblina. Após esse trecho, veio a subida final, onde o colombiano começou a construir sua vantagem, pedalando forte ao lado do canadense Ryder Hesjedal, campeão do Giro de 2012 e segundo colocado na etapa. Hesjedal agora figura entre os top 10 da prova. 



Com o resultado, a diferença de tempo de Quintana sobre o compatriota e então líder Uran Uran foi acima dos quatro minutos, tempo suficiente para que ele vestisse a camisa de líder, conquistando uma vantagem de 01:41. Cadel Evans perdeu tempo e agora está a 03:21 do líder, em terceiro lugar. 



Destaque à parte para a dureza da etapa, que testou os ciclistas em condições climáticas extremas, além de duras escaladas em um percurso com altimetria bem variada. Os ciclistas pedalaram em meio a neve e o pelotão teve que fazer uma parada para troca de roupa em função do frio. 



Nos dois dias anteriores, Enrico Battaglin e Fabio Aru venceram a 14ª e 15ª etapas, respectivamente, ambas com chegada em montanha, nas quais Rigoberto Uran Uran já mostrava sinais e uma certa "fragilidade" ao perder tempo em relação aos vencedores e demais favoritos.



Hoje ocorreu a 17ª etapa, vencida com um certo clima de ressaca, após as polêmicas que culminaram com a mudança na classificação geral. Stefano Pirazzi venceu no sprint, dando para a sua equipe Bardiani-CSF a terceira vitória na competição. Na chegada, o italiano fez um gesto polêmico, mandando uma "banana" com os braços estendidos ao ar. Na geral, tudo permanece inalterado. Destaque para o ciclista Pierre Rolland, da Europcar, quarto na geral, separado de Evans por apenas 5 segundos. O jovem ciclista vem mostrando grande potencial em provas por etapas e com montanhas. Em 2011, foi revelado no Tour de France, quando atuou como grande escudeiro de Thomas Voeckler, quando o francês vestiu a Camisa Amarela por dez dias. 

Ainda teremos mais quatro duras etapas até o final da competição, que deverá ocorrer no domingo. Na véspera da final, os ciclistas deverão encarar o temido Monte Zoncolan, com seus 1.742 metros de altitude. Por isso, optamos por reproduzir uma frase de Nairo Quintana: "Ainda há muito Giro pela frente".

Equipe Rodociclo

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