BIKE COURIER - CONHEÇA A CULTURA QUE EXISTE POR TRÁS DESSE SERVIÇO QUE OFERECE ENTREGAS ÁGEIS E SUSTENTÁVEIS.



Pode parecer algo novo, mas não é... Nesta quinta, dia 26/06, o Jornal do Comércio dedicou uma matéria inteira ao tema Bike Courier, já que este serviço vem sendo oferecido em nossa Capital por pelo menos duas empresas de maior porte, que aos poucos vão ganhando representatividade. A iniciativa não é nova, já tivemos outras iniciativas assim em um passado recente, embora o termo Bike Courier nos remeta a 1860, quando foi desenvolvido o primeiro velocípede movido a pedal, que logo começou a ser usado para pequenas entregas. 

Um livro publicado por David V. Herlihy, em 2004, narrando o início da história da bicicleta, traz  várias referências a mensageiros de bicicleta durante o final do século 19, incluindo uma descrição dos correios e também das bikes empregadas pela bolsa de valores de Paris na década de 1870. Por volta de 1890, com a popularização das bicicletas nos Estados Unidos, a Western Union empregou muitas pessoas em Nova York, San Francisco, e outros grandes centros populacionais fazendo uso da bicicleta. No pós guerra, nos anos 40, outras empresas do segmento surgiram nos Estados Unidos, fazendo com que nos anos 70 esse serviço se tornasse bastante difundido e comum. 



Já na Europa, a bicicleta aos poucos foi deixando de ser usada como meio de entregas, até que no começo dos anos 80, os mensageiros de bicicleta reapareceram, especialmente em Londres. Remetendo a esta época, surgiu a cultura "Fixed Gear" (bikes fixas, ou sem marchas), que eram muito comuns entre os couriers, principalmente pela sua simplicidade mecânica. Esta cultura é a origem das bikes fixas que vemos hoje no Brasil como uma tendência muito forte de mercado, com sua simplicidade e liberdade de cores e estilos. Além do estilo, as bikes fixas são muito ágeis no trânsito urbano e, justamente por serem simples, limpas e sem muita tecnologia, podem ser deixadas sem sustos em bicicletários e estacionamentos. Futuramente dedicaremos uma postagem especialmente para este estilo, com suas peculiaridades e cultura. 

Mas o fato é que, o estilo e a cultura dos courier's está muito viva em nossa capital. Duas empresas vêm ganhando espaço e chamando a atenção pelos seus serviços de entregas feitos por bicicletas. Comparados aos serviços tradicionais prestados por motoboy's, os clientes afirmam que apesar do valor das entregas ser um pouco mais elevado, o atendimento prestado pelos ciclistas é melhor, sendo que são mais prestativos e atenciosos. Os deslocamentos mais comuns são basicamente feitos por roteiros médios e curtos, onde os ciclistas entregam diversos tipos de produtos. O serviço deve ser ampliado e adaptado, inclusive, para o transporte de alimentos.



Especialmente nos pontos centrais da cidade, onde o trânsito é complicado, o acesso mais fácil da bicicleta  associado ao tempo necessário para pequenos e médios trajetos faz com que a nova modalidade de entrega não deixe a desejar para um serviço do mesmo gênero prestado por um motociclista. 

Regulamentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o profissional "ciclista mensageiro" é representado pelo Sindimoto - Sindicado dos Motociclistas Ciclistas Profissionais. Segundo o presidente do Sindicado, a chegada deste serviço é bem-vinda, pois o mercado de entregas de Porto Alegre necessita de mais profissionais, apesar dos 18 mil motociclistas que atuam no ramo. O entendimento de Valter Ferreira é que os Courier's não competem com motoboys, apenas complementam seu trabalho. 


O preço das entregas é mais elevado que os serviços realizados por moto, mas os benefícios e o retorno para a sociedade são muitos, pois eles contribuem para melhorias no trânsito e fazem uso de um meio de transporte ecologicamente correto, que não emite poluentes ou ruídos e nem prejudica o meio ambiente, pois não depende de nenhum combustível. Além do mais, os clientes consideram vantajoso o serviço e gostam o trabalho prestado pelos ciclistas mensageiros. O preço cobrado depende muito da distância, sendo que em média, para 5 km, o cliente paga em torno de 18,00, valor que varia em casos especiais, como quando se trata de uma encomenda urgente, por exemplo. Porém quando o cliente solicita mais de uma entrega ou um roteiro, o valor das entregas pode ser bem menor, compensando, no final das contas, a diferença que acaba não pesando tanto no custo.

Entre as empresas que prestam estes serviços, destacamos a Velo Courier e a Pedal Express, cujos sites oferecem maiores detalhes do serviço, que para muitos, além de tão ágil quanto os serviços tradicionais, pode ser uma boa jogada de marketing para promover o produto que está sendo entregue, tudo isso graças aos benefícios oferecidos, não só em prol da sustentabilidade e mobilidade urbana, mas também pelo estilo, que como você mesmo pôde conferir, remete aos clássicos serviços dos anos 70 e 80. 

Parabéns ao Jornal do Comércio pelo espaço dedicado aos serviços e também à conotação isenta que deu ao tema em sua matéria, que pode ser conferida AQUI



As imagens desta postagem foram obtidas nos sites das duas empresas que mencionamos no texto. 

Desejamos um bom final de semana a todos os nossos leitores e bons pedais, isso se a chuva der trégua...

Equipe Rodociclo

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