TOUR DE FRANCE 2014: NIBALI SEGUE NA LIDERANÇA. MICHAEL ROGERS VENCE APÓS FUGA.


O Tour de France sempre tem dois lados. Se de um lado, temos os ciclistas que lutam fria e metodicamente pelos segundos que podem determinar a vitória na competição, do outro lado temos aqueles que estão longe do título, mas ainda assim, dão tudo por vitórias em etapas ou por objetivos secundários, dando ao ciclismo mais beleza e notoriedade até maior que aquela dos grandes campeões, com suas conquistas muito bem planejadas. 



E temos visto isso no Tour. Este ano, especialmente, temos presenciado muitas quedas e abandonos, como agora é o recente caso de Rui Costa, que abandona por pneumonia. Ele era um dos grandes nomes, estava em 13ª na geral e planejava terminar a prova entre os top 10. Nibali, por sua vez, teve seu caminho facilitado pelos tropeços e percalços dos adversários e com uma vantagem de quatro minutos sobre Valverde, dificilmente deixará o título escorrer de suas mãos. 


Hoje, acreditando e dando tudo de si, Michael Rogers, que faz boa temporada após cumprir suspensão por dopping, venceu após uma fuga que chegou a ter doze minutos de vantagem sobre o pelotão do Camisa Amarela. No final, Rogers, que atacou nos três quilômetros finais, passou a linha de chegada sozinho, seguido de perto, há apenas nove segundos, por ninguém menos que Thomas Voeckler, grande ciclista francês que fez seu nome no Tour após conquistar muitas vitórias em etapas e por vestir a camisa amarela graças às fugas que empreendia e quase sempre lograva êxito. E hoje, quase se repetiu.


Ontem os ciclistas descansaram, após a vitória de Alexander Kristof, no último domingo, segunda dele neste Tour, que como previmos na véspera, foi decidida no Sprint. Hoje, a etapa foi mais dura, passou por algumas montanhas, entre elas, o Port de Balès, com 1.755 metros de altitude. Mas devido à longa extensão da etapa, com 237,5 km, que demandaram mais de seis horas de pedal e ao fato da chegada não ser em alta montanha, o trajeto foi favorável para a formação de uma fuga. 


Amanhã, o pelotão pedala "apenas" 124,5 km, mas com chegada em subida e passando por três montanhas, que embora não ultrapassem muito os 1.600 metros de altitude, tornam o trajeto muito duro e técnico. Alejandro Valverde fez o reconhecimento do trajeto, que ficou gravado em vídeo, falando sobre o que espera da etapa e deixando registradas algumas imagens singulares. 

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